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Movimentos de Vanguarda: FUTURISMO

 

 

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Movimentos de Vanguarda- FUTURISMO

 

Movimento artístico literário fundado na Itália em 1909,

por Filippo Tomaso Marinetti, publicado no jornal francês Le Figaro,

defende uma arte sintonizada com a

"beleza da velocidade,as grandes multidões agitadas pelo trabalho,

pelo prazer ou pela revolta".

Desde 1919, este movimento tornou-se porta-voz do fascismo,

devido à aliança que Marinetti criou com Mussolini,

a partir de pontos em comum entre o movimento político e o artístico:

O caráter antifeminista, antiburguês, anti-socialista e antidemocrático;

a exaltação da "bofetada e do soco"; a glorificação da guerra como

"única higiene do mundo".

Diferente das outras vanguardas, o Futurismo assumiu claramente

 uma postura política direitista, vindo a esgotar-se em 1940.

 

Caracteristicas do Futurismo

O Futurismo tem como principais características:

-A Dinamicidade

-Aspectos mecânicos

-O Uso de elementos geométricos

-Esquemas sucessivos de representação do objecto pictórico,

como exposição fotográfica múltipla

 

 

O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes

e influenciou diversos artistas

que depois fundaram outros movimentos modernistas.

 

Nas Artes plásticas – As obras refletem o mesmo ritmo

 e espírito da sociedade industrial.

A pintura futurista foi influenciada pelo cubismo e pelo abstracionismo,

 mas a utilização de cores vivas e contrastes

 e a sobreposição das imagens pretendia dar a ideia de dinamismo

– deformação e desmaterialização por que passam

 os objetos e o espaço quando ocorre a ação.

Para os futuristas, os objetos não se esgotam no contorno aparente

 e os seus aspectos interpenetram-se continuamente a um só tempo.

 Procura-se neste estilo expressar o movimento real,

 registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço.

O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel,

 mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.

Seus primeiros seguidores foram Umberto Boccioni, Carlo Carrá e Luís Russolo,

 que lançaram um manifesto no teatro Chiasella em Turim,

 em 8 de março de 1910

Na escultura, os futuristas fazem trabalhos experimentais

 

com vidro e papel e seu expoente é o pintor e escultor italiano

 

Umberto Boccioni (1882-1916).

 

 Sua escultura Formas Únicas na Continuidade do Espaço (1913)

 

– interseção de inúmeros volumes distorcidos –

 

é uma das obras emblemáticas do futurismo.

 

Nela se capta a idéia de movimento e de força. 

 

 

Na Literatura – As principais manifestações ocorrem na poesia italiana.

 

Sempre a serviço de causas políticas

,

 a primeira antologia sai em 1912. 

 

O texto é marcado pela destruição da sintaxe

,

dos conectivos e da pontuação,

 

substituída por símbolos matemáticos e musicais.

 

 A linguagem é espontânea e as frases são fragmentadas

 

para expressar velocidade.

 

Os autores abolem os temas líricos e incorporam à poesia

 

 palavras ligadas à tecnologia.

 

As idéias de Marinetti, mais atuante como teórico que como poeta,

 

influenciam o poeta cubista francês Guillaume Apollinaire (1880-1918). 

 

Futurismo em Portugal

Expressões do movimento futurista integraram

 as primeiras incursões modernistas no país,

contemporâneas da revista Orpheu.

 Estreitamente ligado ao futurismo esteve o sensacionismo,

 de Fernando Pessoa. Almada Negreiros (Manifesto Anti-Dantas)

 e Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa

 («Ode Triunfal», «Ode Marítima») foram pioneiros no futurismo português,

 em que se integram também alguns textos de Mário de Sá-Carneiro.

 A agitação provocada nos meios artísticos acadêmicos

 pelo movimento ficou marcada, em 1917,

 pela primeira conferência futurista, no Teatro República.

 O apoio dado ao movimento por José de Almada Negreiros,

 que se autodesignou como «poeta futurista

era já evidente nessa conferência, com o seu Ultimatum Futurista

 às Gerações Portuguesas do Século XX,

 publicado no único número do Portugal Futurista (1917),

 órgão do movimento.

 Nas artes plásticas destacaram-se Santa-Rita Pintor

 e Amadeo de Souza Cardozo.

Futurismo no Brasil

O futurismo influenciou diversos artistas

 que depois fundaram outros movimentos modernistas,

 como Oswald de Andrade e Anita Malfatti,

 que tiveram contacto com o Manifesto Futurista e com Marinetti

 em viagens à Europa já em 1912.

Após uma interrupção forçada pela Grande Guerra, o contato foi retomado.

 Foi certamente uma das influências da Semana de Arte Moderna de 1922,

 e seus conceitos de desprezo o passado para criar o futuro

e não à cópia e veneração pela originalidade caiu como uma luva

no desejo dos jovens artistas de parar de copiar os modelos europeus

 e criar uma arte brasileira.

Oswald , principalmente, apercebeu-se que o Brasil

e toda a sua multiplicidade cultural, desde as variadas culturas autóctones dos

 índios até à cultura negra, representavam uma vantagem e que com elas se podia

 construir uma identidade e renovar as letras e as artes.

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 Artista :Umberto Boccioni

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-Arte-Movimentos Artísticos- Futurismo,

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"Diversidade Colorida versão 2008"

 
 
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O BLOG “DIVERSIDADE COLORIDA” versão 2007

Trará a partir de agora, janeiro de 2008, 

assuntos sobre ARTE em geral.

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AS VANGUARDAS ARTÍSTICAS EUROPÉIAS

E O PRÉ-MODERNISMO

 

A palavra vanguarda é de origem francesa

e foi usada a principio para designar um grupo de saldados

que atua à frente da tropa, com a finalidade de reconhecer o terreno

e informar sobre as condições de avanço.

Em termos artísticos, essa palavra também é utilizada

 para designar aqueles que prevêem e anunciam o futuro,

os novos tempos.

Do início do século XX até a Primeira Guerra Mundial,

a Europa viveu a chamada “Belle Époque”,

época de grande euforia pelo progresso, pela velocidade,

pelas comodidades trazidas pela Era da Máquina.

Nesses anos, as invenções proporcionadas pelo avanço da ciência

eda técnica_ O automóvel, o cinematógrafo as máquinas voadoras,

entre outras_ deflagraram um progresso material espantoso,

beneficiando a burguesia que, embriagada pelo progresso,

criou um verdadeiro culto do conforto e do bem viver.

No entanto essa euforia foi interrompida pela eclosão

das duas grandes guerras mundiais que trouxe a desilusão,

a perplexidade, a falência de idéias decorrente do sofrimento humano,

que caracterizam o período histórico-cultural posterior à Belle Époque.

Em termos artísticos, as vanguardas européias são os movimentos que

procuram expressar as contradições desencadeadas por tantas mudanças,

tantos ganhos e simultaneamente tantas derrotas vividas

na Era da Máquina.

Assim, todas as convenções culturais e artísticas burguesas passaram

a representar o passado, transformando-se em alvo de crítica demolidora,

mordaz e irreverente.

Os museus, as bibliotecas, academias,

e a postura academicista dos artistas

 passaram a ser alvos constantes das vanguardas,

como também as formas fixas como o soneto, a rima e a métrica regulares,

a linguagem dicionarizante e discursiva, por exemplo,

das tendências poéticas do Parnasianismo e do Simbolismo.

Os movimentos de vanguarda iniciados nas artes plásticas,

rapidamente se ampliaram em direção às outras manifestações artísticas,

defendendo a interdependência de suas linguagens,

a integração entre a música, a escultura, a arquitetura,

a literatura e o cinema.

Dentre as estéticas de vanguarda que provocaram uma revolução única

no cenário artístico europeu e mundial,

dando início a Modernidade, destacam-se:

O Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.

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No próximo post vamos conhecer cada um deles,

por suas propostas mais importantes e por seus autores.

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Agradeço a visita,

Marcelle