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A PRIMEIRA GERAÇÂDE MODERNISTAS

 

 

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A PRIMEIRA GERAÇÃO DE MODERNISTAS

1922 – 1930

 

A geração de modernistas de 22 – heróica, guerreira e combativa –

tem como objetivo principal a destruição de todo academicismo, o “da casa”

ao que era importado da Europa, representado  sobretudo pelos modelos românticos,

realistas e parnasianos.

Assim, a métrica, a rima, a linguagem de dicionário, a linearidade do discurso –

com começo, meio e fim-, o sentimentalismo romântico e, também,

a precisão no detalhe dos naturalistas tornam-se objeto de uma postura negadora,

destrutiva, de recusa coletiva.

Nesse movimento, percebe-se com nitidez a influência das vanguardas artísticas

européias, defenddo o versilibrismo, as “palavras em liberdade”,

associadas por analogia, em vez dos recursos sintáticos tradicionais;

a preferência pelos substantivos e verbos, em detrimento dos adjetivos e advérbios;

o bom humor, a piada e a ironia corrosiva, que brotam de uma concepção artística

radicalmente revolucionária.

 

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA PRIMEIRA GERAÇÃO MODERNISTA

(a fase heróica e guerreira do nosso modernismo)

 

  • Pluralidade de linguagens e perspectivas.
  • Irracionalismo: negação do racionalismo burguês.
  • Influência das vanguardas européias.

 

PRINCIPAIS CONQUISTAS DA PRIMEIRA GERAÇÃO  MODERNISTA

 

  • Verso livre.
  • Associação mais analógica que lógica entre as palavras.
  • Preferência por substantivos e verbos, em vez de adjetivos e advérbios.
  • Blague, (poema-piada), bom humor, ironia.
  • Mistura entre prosa e poesia.
  • Utilização da linguagem coloquial.
  • Temáticas tradicionalmente consideradas não-poéticas etc.

 

AS SUBCORRENTES DA PRIMEIRA GERAÇÃO MODERNISTA

 

Denominam-se Pau-Brasil -1924 – e Antropofagia – 1928 –

as principais subcorrentes de nossa primeira geração modernista,

em sua vertente de nacionalismo crítico.

A poesia Pau-Brasil reúne os nomes de Osvald de Andrade e Tarcila do Amaral,

pintora que chega da Europa logo após a Semana de Arte Moderna,

aderindo por completo ao Modernismo e ilustrando os poemas da fase Pau-Brasil

de Osvald de Andrade.

O Movimento de Antropofagia, que aprofunda a amplia as propostas já presentes

em Pau-Brasil, conta com um grupo maior, que se agrega a Osvald de Andrade

e a Tarcila do Amaral, autora de um quadro inspirador das idéias antropofágicas,

o Abaporu  (aba= homem; poru= que come).

Aquela figura monstruosa, com pés enormes plantados no chão brasileiro,

onde também há um cacto, sugeriu a Osvald a idéia da terra, do homem nativo,

 selvagem, antropófago...

A expressão “antropofagia”, que literalmente significa “comer carne humana”,

e se refere a uma prática dos rituais indígenas, transforma-se em metáfora

da devoração simbólica das influências européias defendidas por Osvald de Andrade.

A essas correntes se opõem o Verde-amarelismo – 1925 – 1926 –

e o Grupo da Anta – 1926 – 1929 -,

que defendem um nacionalismo ufanista, exaltando o primitivismo e a ingenuidade

 da “mãe-pátria” e mantendo uma postura conservadora, direitista.

Daí a proximidade entre seus adeptos e o nazi-fascismo brasileiro , o Integralismo.

As obras mais expressivas dos representantes desse grupo são poemas patrióticos,

 de tendência ufanista, apresentando um nacionalismo estético e pitoresco.

Alguns representantes destes dois grupos: Plínio Salgado ( A marcha para o Oeste),

Cassiano Ricardo ( Martim-Cererê e Vamos caçar papagaios),

 Menotti del Picchia ( Juca Mulato) e Guilherme de Almeida  (Raça).

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- Tarsila pintou um quadro para dar de presente para o escritor Oswald de Andrade, seu marido na época.

Quando viu a tela, assustou-se e chamou seu amigo, o também escritor Raul Bopp.

Ficaram olhando aquela figura estranha e acharam que ela representava algo de excepcional.

Tarsila lembrou-se então de seu dicionário tupi-guarani e batizaram o quadro como Abaporu

 (o homem que come).

Foi aí que Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e criaram o Movimento Antropofágico,

com a intenção de "deglutir" a cultura européia e transformá-la em algo bem brasileiro.

Este Movimento, apesar de radical, foi muito importante para a arte brasileira e significou

 uma síntese do Movimento Modernista Brasileiro, que queria modernizar a nossa cultura,

 mas de um modo bem brasileiro.

O "Abaporu" foi a tela mais cara vendida até hoje no Brasil, alcançando o valor de US$1.500.00.

Foi comprada pelo colecionador argentino Eduardo Costantini.

 

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FONTES: Google, livros de Arte e:

  • BOSI, Alfredo, O Pre-Modernismo, 5ª ed. São Paulo, Cultrix/
  • BRITO, Mário da Silva. História do Modernismo brasileiro: antecedentes da Semana de Arte Moderna,
  • 3ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira/MEC, 1971.
  • CASTELO, José Aderaldo. P movimento academicista no Brasil:
  •  1641 – 1820/22. São Paulo, Conselho estadual de Cultura, 1971.

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Marcelle Barreto